Sistemas e Proteção / Relé de proteção

Proteção de distância 21 com teleproteção: zonas, permissivo e bloqueio

Relacione zonas de distância, sobrealcance e subalcance, direção, load encroachment, power swing, POTT/PUTT/DCB e testes ponta a ponta.

6 min de leitura Conteúdo técnico autoral Publicado em 26/08/2026
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Ilustração técnica autoral do Portal da Automação, criada para o foco específico deste artigo.

Matriz de zonas e teleproteção da função 21

ElementoAlcance/tempo a documentarInteração com canalCaso de teste
Zona 1Subalcance e atuação rápidaPode iniciar PUTTFalta próxima e fronteira
Zona 2Sobrealcance e atrasoPickup em POTT ou trip de retaguardaFalta remota/interna e externa
ReverseDireção e alcance reversoBloqueio em DCBFalta externa atrás do terminal
Weak infeedPickup mínimo e subtensãoEcho/weak-infeed tripFonte fraca e terminal aberto
PSB/loadRegião e timers de bloqueioSupervisiona aceleraçãoCarga máxima e oscilação
Canal falhoFallback e tempo de retaguardaSem permissivo/bloqueio válidoPerda e restauração

A função 21 estima impedância aparente

Proteção de distância relaciona tensão e corrente para posicionar a condição no plano de impedância. A característica mho, quadrilateral ou equivalente define alcance e direção; seu desempenho depende de TPs, TCs, polarização, resistência de falta, acoplamento mútuo, compensação de sequência zero e dinâmica do sistema. Zona não é porcentagem geométrica da linha sem essas premissas.

IEC 60255-121 trata requisitos funcionais e métodos de avaliação da função PDIS. O estudo de aplicação deve acrescentar parâmetros da linha, fontes, topologias, contingências, load encroachment, power swing e esquemas de comunicação. A configuração só é defensável quando esses elementos se conectam ao teste.

Zonas 1, 2 e 3 têm alcances e tempos distintos

Zona 1 é normalmente subalcançada e rápida para evitar sobrealcance por erros e transitórios. Zona 2 cobre o restante da linha e parte adjacente com atraso ou aceleração por teleproteção. Zona 3 costuma atuar como retaguarda remota, com maior alcance e tempo. Percentuais usuais são referências, não valores normativos universais.

Para cada zona registre alcance fase-fase e fase-terra, ângulo, resistivo, direção, tempo e lógica de habilitação. Confirme cobertura mínima e máxima com tolerâncias de transdutores e relé. A coordenação deve incluir linhas adjacentes, transformadores, geração e mudanças de topologia.

Comparação dos esquemas POTT, DTT e DCB de teleproteção.
Cada esquema interpreta permissivo, transferência direta ou bloqueio de maneira diferente. Fonte: Portal da Automação · Conteúdo autoral do portal.

Subalcance, sobrealcance e o papel do canal

PUTT costuma transmitir a atuação de um elemento subalcançado e permitir aceleração na outra ponta. POTT combina permissivos derivados de elementos sobrealcançados com pickup local. DCB usa elemento reverse para bloquear trip forward remoto. A sigla só ganha sentido quando cada elemento e contato é desenhado na equação.

O canal não estende fisicamente a zona; ele permite combinar observações das extremidades para decidir com velocidade. Falha de canal deve remover aceleração ou alterar estado de modo previsto, mantendo proteção temporizada. Um bit invertido ou mapping cruzado pode converter seletividade em sobrealcance.

Direcionalidade e polarização precisam sobreviver à falta

Elementos direcionais dependem de grandezas de polarização que podem colapsar em faltas próximas. Memória de tensão, sequência negativa e outras técnicas ajudam, mas possuem limites e timers. Teste close-in fault, energização, weak infeed e reversão de corrente; não assuma que o rótulo forward garante direção correta em todos os estados.

Para faltas à terra, compensação de sequência zero relaciona corrente residual e impedância de sequência. Erros de k0 ou de conexão do TC residual deslocam o alcance. Linhas paralelas exigem analisar acoplamento mútuo e corrente zero na linha vizinha.

Carga, oscilação de potência e resistência de falta

Carga pesada pode entrar na característica resistiva se o alcance for ampliado sem load encroachment adequado. Power swing blocking deve distinguir trajetória eletromecânica de falta, mas também precisa liberar atuação quando uma falta ocorre durante oscilação. Esses recursos fazem parte da segurança, não são acessórios de tela.

Faltas resistivas deslocam o ponto aparente e podem exigir maior alcance resistivo, especialmente à terra. Aumentar alcance melhora cobertura e pode comprometer seletividade. O estudo deve usar resistência plausível, infeed remoto, arco e erros de medição, verificando características em todas as topologias relevantes.

Weak infeed, echo e terminal aberto

Quando uma ponta contribui pouca corrente, seu elemento local pode não partir e impedir POTT. Lógicas de weak-infeed e echo usam condições adicionais, como permissivo recebido, subtensão e ausência de reverse, para completar o trip ou devolver sinal. Cada condição adiciona um caminho que deve ser comprovado seguro.

Terminal aberto, linha energizada por uma ponta, operação monopolar e dead line precisam de casos próprios. Estado de disjuntor pode supervisionar a lógica, mas contato auxiliar incorreto também vira modo de falha. Compare posição física, 52a/52b e estado interno do relé.

Dados de linha, grupos e rastreabilidade

Ajustes dependem de impedâncias de sequência positiva e zero, comprimento, acoplamento, relação de TCs/TPs e topologia. Registre fonte, unidade, base e revisão de cada dado. Erro de ohm primário versus secundário ou de comprimento de linha desloca todas as zonas. Compare settings exportados nas duas pontas e explique deliberadamente diferenças de direção, fonte ou terminal.

Grupos alternativos para manutenção ou topologia precisam de critérios de entrada/saída e testes próprios. Uma mudança de grupo recebida pelo SCADA não prova que ambas as extremidades ficaram coerentes. Supervisione grupo ativo, permissivos e channel status, e bloqueie automações que possam alternar sem pré-condições verificadas.

Teste ponta a ponta no plano de impedância

Injete fasores sincronizados que representem faltas internas em vários pontos, faltas externas em cada extremidade, reversas, resistivas, weak infeed e corrente de carga. Registre ponto R-X, zona, direção, sinal enviado/recebido e tempo até trip. Aplique casos imediatamente dentro e fora de cada fronteira para verificar tolerância.

Introduza atraso e perda de canal para provar fallback temporizado. Teste corrente reversa e dropout do permissivo. Colete COMTRADE e SOE nas duas pontas com a mesma referência temporal. O critério é a sequência completa, não apenas o tempo final.

Diagnóstico de sobrealcance e subalcance

Se a função atuou além da zona, examine fasores, polarização, memória, compensação, característica, load encroachment, acoplamento e permissivo. Se não atuou em falta interna, verifique tensão/corrente disponíveis, direção, pickup, resistência aparente, bloqueios e qualidade do canal. Recalcule a impedância vista a partir da oscilografia.

A investigação deve reproduzir o ponto no plano R-X e a equação lógica naquele instante. Ajustar percentuais sem explicar o deslocamento pode esconder erro de transformação ou topologia. Corrija a causa e repita casos vizinhos para não criar uma nova lacuna.

Referências técnicas e normas

As explicações do Portal são autorais. Normas e fontes oficiais são priorizadas; materiais acadêmicos e documentação pública de fabricantes complementam a implementação e não substituem a edição normativa aplicável ao projeto.

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