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GOOSE publicado no GOOSE: conceito, função e onde se aplica

GOOSE publicado no GOOSE: conceito, função e onde se aplica. Entenda o mecanismo, os parâmetros relevantes, como validar em campo e quais evidências usar no diagnóstico.

9 min de leituraPublicado em 25/08/2026
Ilustração técnica autoral para GOOSE publicado no GOOSE: conceito, função e onde se aplica, destacando o fluxo e os elementos centrais do assunto.
Ilustração técnica autoral do Portal da Automação, criada para o foco específico deste artigo.

GOOSE e Sampled Values: o que olhar no quadro Ethernet

Diagrama do quadro Ethernet para GOOSE e Sampled Values com multicast, VLAN, PCP, EtherType, APPID e APDU.
Diagrama próprio do Portal da Automação. GOOSE e SV trafegam diretamente em Ethernet e dependem fortemente da engenharia da LAN.

Como ler esta figura

MAC destino

Normalmente multicast para distribuir o fluxo a assinantes.

Na implementação: Valide grupo multicast, filtragem no switch e se as portas dos assinantes realmente recebem o tráfego.

VLAN / PCP

802.1Q carrega VLAN ID e prioridade de usuário, permitindo segmentação e tratamento de fila.

Na implementação: PCP não cria banda; apenas ajuda o switch a decidir prioridade quando há concorrência.

EtherType

Identifica GOOSE (0x88B8) ou Sampled Values (0x88BA).

Na implementação: Essa distinção torna simples filtrar e comprovar se o fluxo certo está no enlace.

APPID

Identifica a aplicação/instância do fluxo.

Na implementação: Compare APPID com SCL e com o assinante; duplicidade ou divergência dificulta interoperabilidade e diagnóstico.

APDU

No GOOSE contém estado, sequência, dataset e metadados; em SV contém amostras e metadados do stream.

Na implementação: No GOOSE acompanhe stNum/sqNum/ConfRev; em SV acompanhe smpCnt/smpSynch/svID e continuidade.

FCS e contadores da porta

Protegem o quadro Ethernet e evidenciam defeitos físicos ou congestionamento.

Na implementação: Antes de acusar o IED, cheque CRC, drops, queue discards e erros da interface dos switches.

GOOSE — campos Ethernet que precisam coincidir

CampoReferênciaComo comprovar
EtherType0x88B8Decodificação Ethernet/Wireshark.
MAC multicast01-0C-CD-01-00-00 … 01-0C-CD-01-01-FFFrame publicado e porta do subscriber.
802.1Q VID12 bits; projeto define o VLAN IDTag no frame + configuração das portas/trunks.
PCP3 bits (0–7)Tag 802.1Q + mapeamento da fila no switch.
APPID16 bitsFrame GOOSE e configuração SCL dos participantes.

Matriz específica — GOOSE publicado / fundamentos

Campo/elementoValor ou representaçãoComo fechar a evidência
APPID · fundamentos16 bitsConfirmar fluxo configurado.
stNum · fundamentosestadoIncrementa quando DataSet muda.
sqNum · fundamentosretransmissãoCresce no mesmo estado e evidencia gaps.
ConfRev / TAL · fundamentosrevisão / validadeComparar SCL e expiração no subscriber.

A matriz foi escolhida pelo foco “GOOSE publicado” e pela lente “fundamentos”; referências normativas e limites de fabricante continuam prevalecendo.

GOOSE publicado no sistema: o problema que esta função resolve

Publicação e assinatura são lados diferentes do mesmo fluxo. Demonstrar que o publisher envia frames não prova que o subscriber os recebe, aceita e aplica na lógica.

Para aprender GOOSE publicado sem depender de uma tela específica de fabricante, separe função, entradas, saídas e dependências. Em GOOSE, os pontos mais próximos deste recorte são Needs Commissioning, GOOSE recebido, subscription. O leitor iniciante deve conseguir dizer quem produz a informação e quem a usa; o leitor experiente deve conseguir apontar o limite entre comportamento normal, exceção e implementação particular do equipamento.

Da origem ao efeito: sequência e estados de GOOSE publicado

Mantenha matriz publisher→subscriber com GoCBRef, dataset, APPID, MAC, VLAN e função de destino. Essa matriz é essencial para testes de regressão.

Implemente primeiro uma troca mínima e conhecida entre as duas pontas. Depois acrescente eventos, exceções, temporização e funções opcionais. Uma sessão estabelecida não é critério suficiente: o dado precisa manter tipo, qualidade, endereço, sequência e tempo até o destino. Durante o estudo, acompanhe Simulation, Needs Commissioning, GOOSE recebido, subscription como uma cadeia causal. Para cada item, pergunte o que o altera, como aparece no tráfego ou no equipamento e qual seria o primeiro sintoma se estivesse incorreto.

  • Simulation — defina primeiro o que representa em GOOSE e qual elemento produz ou consome essa informação; depois identifique em que condição ele muda.
  • Needs Commissioning — relacione o valor ou estado ao efeito sobre GOOSE publicado; registre também qual campo permite confirmar que a interpretação está correta.
  • GOOSE recebido — na configuração, verifique dependências nas duas pontas e evite copiar valor de outro projeto sem comparar topologia, versão e capacidade do equipamento.
  • subscription — no diagnóstico, associe pelo menos um sintoma de configuração errada e uma evidência que diferencie esse sintoma de falha física ou de rede.
  • VLAN — no comissionamento, crie um estímulo que faça o item mudar de forma previsível e registre antes/depois, horário e resposta observada.

O que acontece por dentro quando GOOSE publicado entra em ação

O fundamento de GOOSE publicado aparece nas transições. Acompanhe uma operação normal do início ao fim e marque quando Simulation e Needs Commissioning mudam. Depois repita mentalmente o fluxo com perda de comunicação, reinício ou dado inválido. Essa comparação revela quais campos representam estado e quais apenas transportam informação.

Em GOOSE publicado, a primeira tarefa é identificar qual variável, campo ou estado muda e em que fronteira isso pode ser observado. Relacione Simulation, Needs Commissioning e GOOSE recebido ao fluxo de GOOSE. Para cada um, registre uma evidência objetiva e um efeito esperado. Essa ligação transforma uma recomendação genérica em mecanismo verificável.

  • Descrever a sequência normal de GOOSE publicado
  • Descrever uma exceção sem recorrer a “reiniciar e testar”
  • Identificar o papel de Simulation
  • Identificar o papel de Needs Commissioning

Exemplo de implementação: transformando GOOSE publicado em requisito verificável

Parta de um caso de GOOSE publicado que hoje funciona e transforme-o em referência. Capture a troca associada a Simulation, registre o comportamento de Needs Commissioning e identifique como GOOSE recebido aparece no equipamento de destino. Em seguida altere uma única condição controlada. A comparação entre os dois casos deve revelar a primeira divergência, evitando que timeout, rede e aplicação sejam ajustados ao mesmo tempo.

Não encerre GOOSE publicado com a frase “comunicação OK”. Documente o valor/estado de Simulation, a dependência de Needs Commissioning, o limite aceitável para GOOSE recebido e uma evidência de recuperação. Essa combinação separa interoperabilidade funcional de mera conectividade física ou TCP.

  • Definir uma condição normal de GOOSE publicado e salvar a evidência associada a Simulation.
  • Escolher uma única variável relacionada a Needs Commissioning e prever o efeito antes de alterar.
  • Repetir o mesmo teste e comparar GOOSE recebido nas mesmas medições ou campos.
  • Registrar o critério que permite aceitar, rejeitar ou reverter a configuração de GOOSE publicado.

Critérios objetivos para aceitar GOOSE publicado em campo

Capture na origem e no destino, valide contadores do IED e execute mudança funcional conhecida. Compare rede e lógica sem pular etapas.

Defina evidência antes de testar GOOSE publicado. Para esta categoria, sinais úteis incluem endereço, campo, estado, sequência, timestamp, qualidade. O teste deve ter estado inicial conhecido, estímulo reproduzível e resultado esperado. Quando houver dois equipamentos, registre os dois lados; quando houver gateway, registre também a transformação intermediária.

  • Validar Simulation em condição normal
  • Forçar uma condição degradada ligada a Needs Commissioning
  • Confirmar recuperação sem perder estado, evento ou evidência relevante
  • Salvar configuração, logs/captura e horário do teste como baseline

Caso bom x caso ruim: isolando a causa em GOOSE publicado

Se o frame some entre portas, é problema de caminho L2; se chega e é rejeitado, procure assinatura/ConfRev/dataset; se é aceito mas a função não atua, avance para lógica/intertravamento.

Não conclua a partir do sintoma sozinho. Para GOOSE publicado, cruze pelo menos duas fontes de evidência e procure a primeira divergência. Se Simulation, Needs Commissioning, GOOSE recebido estão corretos mas o resultado final continua errado, avance para a próxima fronteira do sistema em vez de alterar parâmetros já comprovados.

  • Simulation: registre um caso saudável, um caso com falha e a diferença objetiva em estado.
  • Needs Commissioning: registre um caso saudável, um caso com falha e a diferença objetiva em sequência.
  • GOOSE recebido: registre um caso saudável, um caso com falha e a diferença objetiva em timestamp.
  • subscription: registre um caso saudável, um caso com falha e a diferença objetiva em qualidade.

GOOSE publicado: dados exclusivos deste recorte (fundamentos)

Em GOOSE publicado, GOOSE deve ser comprovado por EtherType 0x88B8, MAC multicast 01-0C-CD-01-00-00…01-0C-CD-01-01-FF, APPID, stNum, sqNum, ConfRev e TimeAllowedToLive. Quando 802.1Q é usado, registre VID e PCP até a porta do subscriber.

Nos fundamentos de GOOSE publicado, acompanhe a transição que altera APPID e confirme como stNum reage antes, durante e depois do evento.

  • APPID: 16 bits. Confirmar fluxo configurado.
  • stNum: estado. Incrementa quando DataSet muda.
  • sqNum: retransmissão. Cresce no mesmo estado e evidencia gaps.
  • ConfRev / TAL: revisão / validade. Comparar SCL e expiração no subscriber.

GOOSE publicado: Ethernet multicast, VLAN e prioridade do GOOSE — GOOSE publicado / fundamentos

Nos fundamentos de GOOSE publicado, trate GOOSE Control Block como parte de uma sequência causal: condição inicial, transição, campo alterado e reação do outro lado. GOOSE opera diretamente sobre Ethernet com EtherType 0x88B8. Endereços multicast reservados para GOOSE usam a faixa 01-0C-CD-01-00-00 a 01-0C-CD-01-01-FF. Quando 802.1Q é usado, VID e PCP precisam ser coerentes com o projeto; PCP ocupa 3 bits no tag VLAN e deve ser tratado em conjunto com filas/QoS dos switches. O critério de encerramento para GOOSE publicado em fundamentos é obter o mesmo resultado em novo teste de GOOSE Control Block, mantendo o ponto de medição e a condição inicial.

O mecanismo de GOOSE publicado deve ser lido a partir de ConfRev; observe qual estado antecede a mudança e qual confirmação prova que ela terminou. No diagnóstico de GOOSE publicado, verifique MAC destino, VLAN ID, PCP, APPID e entrega na porta do subscriber. “Frame visto no trunk” não prova que ele chegou ao IED. Use port mirroring/contadores multicast e, quando possível, captura no ponto mais próximo do assinante. Para este artigo de GOOSE publicado, a evidência ligada a ConfRev deve ser armazenada com horário, origem e condição de teste, permitindo comparação posterior.

  • GOOSE publicado · fundamentos · GOOSE Control Block: Filtro: eth.type == 0x88b8.
  • GOOSE publicado · fundamentos · GoCBRef: Confirmar MAC multicast GOOSE, VID/PCP e APPID conforme SCL/projeto.
  • GOOSE publicado · fundamentos · DatSet: Validar flooding/filtragem multicast e membership quando o switch implementar mecanismos adicionais.
  • GOOSE publicado · fundamentos · ConfRev: Correlacionar perda de GOOSE com counters, congestionamento e filas de prioridade.

Referências técnicas

As explicações do Portal são autorais. Use as fontes oficiais e materiais públicos de implementação abaixo para confirmar edição, escopo, capacidades e comportamento do equipamento utilizado no seu projeto.

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Os próximos conteúdos foram escolhidos pelo mecanismo deste artigo. A ideia é formar uma sequência técnica, não apenas listar páginas do mesmo tema.

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