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ConfRev no GOOSE: conceito, função e onde se aplica

ConfRev no GOOSE: conceito, função e onde se aplica. Entenda o mecanismo, os parâmetros relevantes, como validar em campo e quais evidências usar no diagnóstico.

11 min de leituraPublicado em 25/08/2026
Ilustração técnica autoral para ConfRev no GOOSE: conceito, função e onde se aplica, destacando o fluxo e os elementos centrais do assunto.
Ilustração técnica autoral do Portal da Automação, criada para o foco específico deste artigo.

GOOSE e Sampled Values: o que olhar no quadro Ethernet

Diagrama do quadro Ethernet para GOOSE e Sampled Values com multicast, VLAN, PCP, EtherType, APPID e APDU.
Diagrama próprio do Portal da Automação. GOOSE e SV trafegam diretamente em Ethernet e dependem fortemente da engenharia da LAN.

Como ler esta figura

MAC destino

Normalmente multicast para distribuir o fluxo a assinantes.

Na implementação: Valide grupo multicast, filtragem no switch e se as portas dos assinantes realmente recebem o tráfego.

VLAN / PCP

802.1Q carrega VLAN ID e prioridade de usuário, permitindo segmentação e tratamento de fila.

Na implementação: PCP não cria banda; apenas ajuda o switch a decidir prioridade quando há concorrência.

EtherType

Identifica GOOSE (0x88B8) ou Sampled Values (0x88BA).

Na implementação: Essa distinção torna simples filtrar e comprovar se o fluxo certo está no enlace.

APPID

Identifica a aplicação/instância do fluxo.

Na implementação: Compare APPID com SCL e com o assinante; duplicidade ou divergência dificulta interoperabilidade e diagnóstico.

APDU

No GOOSE contém estado, sequência, dataset e metadados; em SV contém amostras e metadados do stream.

Na implementação: No GOOSE acompanhe stNum/sqNum/ConfRev; em SV acompanhe smpCnt/smpSynch/svID e continuidade.

FCS e contadores da porta

Protegem o quadro Ethernet e evidenciam defeitos físicos ou congestionamento.

Na implementação: Antes de acusar o IED, cheque CRC, drops, queue discards e erros da interface dos switches.

GOOSE — campos Ethernet que precisam coincidir

CampoReferênciaComo comprovar
EtherType0x88B8Decodificação Ethernet/Wireshark.
MAC multicast01-0C-CD-01-00-00 … 01-0C-CD-01-01-FFFrame publicado e porta do subscriber.
802.1Q VID12 bits; projeto define o VLAN IDTag no frame + configuração das portas/trunks.
PCP3 bits (0–7)Tag 802.1Q + mapeamento da fila no switch.
APPID16 bitsFrame GOOSE e configuração SCL dos participantes.

Matriz específica — ConfRev / fundamentos

Campo/elementoValor ou representaçãoComo fechar a evidência
APPID · fundamentos16 bitsConfirmar fluxo configurado.
stNum · fundamentosestadoIncrementa quando DataSet muda.
sqNum · fundamentosretransmissãoCresce no mesmo estado e evidencia gaps.
ConfRev / TAL · fundamentosrevisão / validadeComparar SCL e expiração no subscriber.

A matriz foi escolhida pelo foco “ConfRev” e pela lente “fundamentos”; referências normativas e limites de fabricante continuam prevalecendo.

GOOSE — APPID, stNum, sqNum e ConfRev no mesmo diagnóstico

CampoO que representaMudança esperadaFalha que evidencia
APPIDIdentificador de aplicação do fluxo GOOSEPermanece coerente com o control blockFluxo/publicação diferente do esperado.
stNumNúmero do estado do DataSetIncrementa quando o estado publicado mudaLógica/DataSet não mudou apesar do processo.
sqNumSequência de retransmissões do mesmo estadoReinicia no novo estado e cresce nas repetiçõesGap, perda ou captura incompleta.
ConfRevRevisão da configuraçãoPermanece igual à revisão esperada pelo subscriberPublisher/subscriber com engenharia divergente.
TimeAllowedToLiveValidade temporal da mensagemCompatível com o próximo intervalo de publicaçãoSubscriber declara perda do publisher após expiração.
EtherTypeGOOSE diretamente sobre Ethernet0x88B8Dissector/protocolo diferente do esperado.

ConfRev no sistema: o problema que esta função resolve

ConfRev sinaliza a revisão de configuração associada ao GOOSE Control Block/dataset. Ele ajuda o subscriber a detectar que a estrutura publicada mudou e que sua assinatura pode estar desatualizada.

Para aprender ConfRev sem depender de uma tela específica de fabricante, separe função, entradas, saídas e dependências. Em GOOSE, os pontos mais próximos deste recorte são Simulation, Needs Commissioning, GOOSE publicado. O leitor iniciante deve conseguir dizer quem produz a informação e quem a usa; o leitor experiente deve conseguir apontar o limite entre comportamento normal, exceção e implementação particular do equipamento.

Da origem ao efeito: sequência e estados de ConfRev

Controle ConfRev junto à gestão de versões SCD/CID. Mudanças de dataset e engenharia não devem ser feitas sem atualizar e redistribuir os artefatos necessários.

Implemente primeiro uma troca mínima e conhecida entre as duas pontas. Depois acrescente eventos, exceções, temporização e funções opcionais. Uma sessão estabelecida não é critério suficiente: o dado precisa manter tipo, qualidade, endereço, sequência e tempo até o destino. Durante o estudo, acompanhe Test, Simulation, Needs Commissioning, GOOSE publicado como uma cadeia causal. Para cada item, pergunte o que o altera, como aparece no tráfego ou no equipamento e qual seria o primeiro sintoma se estivesse incorreto.

  • Test — defina primeiro o que representa em GOOSE e qual elemento produz ou consome essa informação; depois identifique em que condição ele muda.
  • Simulation — relacione o valor ou estado ao efeito sobre ConfRev; registre também qual campo permite confirmar que a interpretação está correta.
  • Needs Commissioning — na configuração, verifique dependências nas duas pontas e evite copiar valor de outro projeto sem comparar topologia, versão e capacidade do equipamento.
  • GOOSE publicado — no diagnóstico, associe pelo menos um sintoma de configuração errada e uma evidência que diferencie esse sintoma de falha física ou de rede.
  • GOOSE recebido — no comissionamento, crie um estímulo que faça o item mudar de forma previsível e registre antes/depois, horário e resposta observada.

O que acontece por dentro quando ConfRev entra em ação

O fundamento de ConfRev aparece nas transições. Acompanhe uma operação normal do início ao fim e marque quando Test e Simulation mudam. Depois repita mentalmente o fluxo com perda de comunicação, reinício ou dado inválido. Essa comparação revela quais campos representam estado e quais apenas transportam informação.

Em ConfRev, a primeira tarefa é identificar qual variável, campo ou estado muda e em que fronteira isso pode ser observado. Relacione Test, Simulation e Needs Commissioning ao fluxo de GOOSE. Para cada um, registre uma evidência objetiva e um efeito esperado. Essa ligação transforma uma recomendação genérica em mecanismo verificável.

  • Descrever a sequência normal de ConfRev
  • Descrever uma exceção sem recorrer a “reiniciar e testar”
  • Identificar o papel de Test
  • Identificar o papel de Simulation

Exemplo de implementação: transformando ConfRev em requisito verificável

Parta de um caso de ConfRev que hoje funciona e transforme-o em referência. Capture a troca associada a Test, registre o comportamento de Simulation e identifique como Needs Commissioning aparece no equipamento de destino. Em seguida altere uma única condição controlada. A comparação entre os dois casos deve revelar a primeira divergência, evitando que timeout, rede e aplicação sejam ajustados ao mesmo tempo.

Não encerre ConfRev com a frase “comunicação OK”. Documente o valor/estado de Test, a dependência de Simulation, o limite aceitável para Needs Commissioning e uma evidência de recuperação. Essa combinação separa interoperabilidade funcional de mera conectividade física ou TCP.

  • Definir uma condição normal de ConfRev e salvar a evidência associada a Test.
  • Escolher uma única variável relacionada a Simulation e prever o efeito antes de alterar.
  • Repetir o mesmo teste e comparar Needs Commissioning nas mesmas medições ou campos.
  • Registrar o critério que permite aceitar, rejeitar ou reverter a configuração de ConfRev.

Critérios objetivos para aceitar ConfRev em campo

Compare ConfRev do publisher, frame e subscriber antes e depois de uma mudança controlada de engenharia.

Defina evidência antes de testar ConfRev. Para esta categoria, sinais úteis incluem endereço, campo, estado, sequência, timestamp, qualidade. O teste deve ter estado inicial conhecido, estímulo reproduzível e resultado esperado. Quando houver dois equipamentos, registre os dois lados; quando houver gateway, registre também a transformação intermediária.

  • Validar Test em condição normal
  • Forçar uma condição degradada ligada a Simulation
  • Confirmar recuperação sem perder estado, evento ou evidência relevante
  • Salvar configuração, logs/captura e horário do teste como baseline

Caso bom x caso ruim: isolando a causa em ConfRev

Mismatch de ConfRev é uma causa direta para investigar quando o frame chega ao IED mas a aplicação o rejeita ou sinaliza configuração inconsistente.

Não conclua a partir do sintoma sozinho. Para ConfRev, cruze pelo menos duas fontes de evidência e procure a primeira divergência. Se Test, Simulation, Needs Commissioning estão corretos mas o resultado final continua errado, avance para a próxima fronteira do sistema em vez de alterar parâmetros já comprovados.

  • Test: registre um caso saudável, um caso com falha e a diferença objetiva em estado.
  • Simulation: registre um caso saudável, um caso com falha e a diferença objetiva em sequência.
  • Needs Commissioning: registre um caso saudável, um caso com falha e a diferença objetiva em timestamp.
  • GOOSE publicado: registre um caso saudável, um caso com falha e a diferença objetiva em qualidade.

ConfRev: dados exclusivos deste recorte (fundamentos)

ConfRev identifica a revisão de configuração associada ao control block/DataSet. Em ConfRev, compare ConfRev capturado com SCD/CID implantado; mismatch de ConfRev pode invalidar a assinatura mesmo com EtherType 0x88B8, VLAN e multicast perfeitos.

Nos fundamentos de ConfRev, acompanhe a transição que altera APPID e confirme como stNum reage antes, durante e depois do evento.

  • APPID: 16 bits. Confirmar fluxo configurado.
  • stNum: estado. Incrementa quando DataSet muda.
  • sqNum: retransmissão. Cresce no mesmo estado e evidencia gaps.
  • ConfRev / TAL: revisão / validade. Comparar SCL e expiração no subscriber.

ConfRev: Ethernet multicast, VLAN e prioridade do GOOSE — ConfRev / fundamentos

Nos fundamentos de ConfRev, trate stNum como parte de uma sequência causal: condição inicial, transição, campo alterado e reação do outro lado. GOOSE opera diretamente sobre Ethernet com EtherType 0x88B8. Endereços multicast reservados para GOOSE usam a faixa 01-0C-CD-01-00-00 a 01-0C-CD-01-01-FF. Quando 802.1Q é usado, VID e PCP precisam ser coerentes com o projeto; PCP ocupa 3 bits no tag VLAN e deve ser tratado em conjunto com filas/QoS dos switches. O critério de encerramento para ConfRev em fundamentos é obter o mesmo resultado em novo teste de stNum, mantendo o ponto de medição e a condição inicial.

O mecanismo de ConfRev deve ser lido a partir de fast retransmission; observe qual estado antecede a mudança e qual confirmação prova que ela terminou. No diagnóstico de ConfRev, verifique MAC destino, VLAN ID, PCP, APPID e entrega na porta do subscriber. “Frame visto no trunk” não prova que ele chegou ao IED. Use port mirroring/contadores multicast e, quando possível, captura no ponto mais próximo do assinante. Para este artigo de ConfRev, a evidência ligada a fast retransmission deve ser armazenada com horário, origem e condição de teste, permitindo comparação posterior.

  • ConfRev · fundamentos · stNum: Filtro: eth.type == 0x88b8.
  • ConfRev · fundamentos · sqNum: Confirmar MAC multicast GOOSE, VID/PCP e APPID conforme SCL/projeto.
  • ConfRev · fundamentos · retransmissão: Validar flooding/filtragem multicast e membership quando o switch implementar mecanismos adicionais.
  • ConfRev · fundamentos · fast retransmission: Correlacionar perda de GOOSE com counters, congestionamento e filas de prioridade.

ConfRev: estado GOOSE comprovado pelos campos do frame — ConfRev / fundamentos

O mecanismo de ConfRev deve ser lido a partir de Needs Commissioning; observe qual estado antecede a mudança e qual confirmação prova que ela terminou. Nos artigos de estado GOOSE, o quadro precisa ser lido campo a campo. EtherType 0x88B8 identifica GOOSE; APPID identifica o fluxo; stNum muda quando o estado do DataSet muda; sqNum avança nas retransmissões do mesmo estado; ConfRev permite verificar se publisher e subscriber usam a mesma revisão de engenharia; TimeAllowedToLive informa a validade temporal anunciada pelo publisher. Se Needs Commissioning não reproduzir o comportamento esperado em ConfRev, a hipótese deve ser revista antes de alterar outra camada do sistema.

Para explicar por que ConfRev funciona, use subscription como ponto de partida e siga a mudança até o efeito mensurável no protocolo ou processo. Para ConfRev, provoque uma mudança conhecida no DataSet e salve uma captura que contenha pelo menos o frame anterior, o primeiro frame após a transição e algumas retransmissões. O padrão esperado é stNum incrementar no novo estado e sqNum reiniciar a sequência e voltar a crescer. Se ConfRev não corresponde ao arquivo SCL implantado, Ethernet, VLAN e multicast podem estar perfeitos e mesmo assim a aplicação rejeitar o fluxo. O critério de encerramento para ConfRev em fundamentos é obter o mesmo resultado em novo teste de subscription, mantendo o ponto de medição e a condição inicial.

  • ConfRev · fundamentos · Test: Filtro Wireshark: eth.type == 0x88b8; registrar MAC destino, APPID, stNum, sqNum, ConfRev e TimeAllowedToLive.
  • ConfRev · fundamentos · Simulation: Comparar ConfRev capturado com a revisão no SCD/CID realmente carregado.
  • ConfRev · fundamentos · Needs Commissioning: Medir o intervalo das retransmissões rápidas e o heartbeat em regime.
  • ConfRev · fundamentos · GOOSE publicado: Na perda de publisher, medir o tempo até TimeAllowedToLive expirar no subscriber.

Referências técnicas

As explicações do Portal são autorais. Use as fontes oficiais e materiais públicos de implementação abaixo para confirmar edição, escopo, capacidades e comportamento do equipamento utilizado no seu projeto.

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Os próximos conteúdos foram escolhidos pelo mecanismo deste artigo. A ideia é formar uma sequência técnica, não apenas listar páginas do mesmo tema.

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