General Interrogation no IEC 101: GI, eventos e recuperação da RTU
Entenda ativação, confirmação, dados interrogados e término da GI IEC 101; diferencie fotografia de eventos e teste reconexão, backlog, qualidade e tempo.
Critérios de aceite para uma GI IEC 101
| Etapa | Verificação | Falha que deve aparecer |
|---|---|---|
| Activation | CA e qualifier corretos | destino ou grupo rejeitado |
| Confirmation | positiva/negativa preservada | timeout não mascarado como sucesso |
| Dados | contagem, Type IDs, COT e qualidade | base parcial ou objeto desconhecido |
| Termination | término dentro do limite | GI incompleta explicitamente sinalizada |
| Reconciliação | eventos e fotografia em ordem coerente | sobrescrita indevida ou lacuna oculta |
GI é uma fotografia controlada; eventos preservam a sequência quando disponíveis.
GI recompõe estado corrente, não a história
A General Interrogation solicita à estação controlada um conjunto amplo de informações para formar uma fotografia coerente. É usada na inicialização, reconexão ou ação operacional. A GI não substitui eventos de classe com timestamp: se um ponto abriu e fechou durante a falha, o estado final fechado não revela as duas transições.
A filosofia deve definir quando executar GI e como conciliá-la com backlog. O SCADA precisa distinguir valor interrogado de espontâneo ou evento recuperado pela Cause of Transmission. Sem essa separação, a tela pode sobrescrever uma ocorrência importante com fotografia posterior.
A transação possui começo, dados e término
A estação controladora envia a ASDU de comando de interrogação com Activation. A controlada responde com Activation Confirmation positiva ou negativa, transmite os dados abrangidos com causas associadas à interrogação e encerra com Activation Termination quando previsto. Cada etapa deve ser correlacionada por CA e qualifier.
Confirmação positiva não significa que todos os pontos chegaram. Conte objetos e classes esperadas, observe término e compare com inventário. Interrupção no meio pode deixar base parcialmente atualizada. O driver deve sinalizar GI incompleta e decidir repetição sem ocultar o intervalo.
Common Address e qualifier delimitam o alcance
Em concentradores, a conexão serial ou link pode atender múltiplas estações lógicas. Common Address seleciona o destino de aplicação. O qualifier of interrogation define o grupo ou escopo conforme perfil. Enviar GI ao CA errado pode produzir silêncio ou atualizar conjunto diferente do imaginado.
Documente quais grupos o equipamento suporta e quais Type IDs entram em cada resposta. Teste estação por estação. Um driver que trata apenas GI global pode consumir banda excessiva quando uma investigação precisaria de grupo menor.
GI disputa banda com polling e eventos
A resposta pode gerar muitos quadros variáveis. Em baixa velocidade, isso alonga o ciclo e atrasa outras RTUs. Se várias estações reconectam juntas, GIs simultâneas criam pico justamente durante recuperação. Escalone, limite concorrência e preserve serviço de classe 1.
Meça bytes, quadros, duração e efeito no ciclo. Não defina timeout da GI pelo tempo nominal vazio. Use base máxima e pior latência do meio. Ainda assim, timeout excessivo não deve prender todo o barramento; o agendador precisa alternar estações conforme arquitetura.
Eventos e GI precisam de regra de reconciliação
Durante a GI, novos eventos podem ocorrer. Eles podem aparecer em classe prioritária enquanto os estados interrogados ainda são transmitidos. O SCADA deve usar COT, timestamp e política de atualização para não inverter sequência. Valor mais recente nem sempre é o último recebido, especialmente quando há backlog.
Teste uma transição durante a interrogação e outra durante falha. Confirme ordem na base, qualidade e alarme. Se o sistema usa horário de chegada em vez do timestamp de origem, documente a limitação e evite chamar o resultado de SOE preciso.
Qualidade informa se a fotografia é confiável
Cada objeto pode carregar descritores de qualidade. GI concluída com pontos inválidos ou não atuais não equivale a base saudável. O driver deve preservar flags e apresentar quantidade anormal. Substituição manual e bloqueio precisam permanecer visíveis para a operação.
Crie critério de aceite: percentual ou lista de pontos obrigatórios válidos, ausência de endereço desconhecido e conclusão dentro do prazo. Um único ponto crítico inválido pode impedir normalização mesmo que milhares de outros estejam bons.
Falhas intermediárias exigem comportamento determinístico
Provoque perda após confirmação, silêncio antes do término, checksum inválido e restart da RTU. Observe se o SCADA mantém qualidade degradada, repete GI, reconecta ou mescla resposta antiga. A política deve evitar base híbrida apresentada como atual sem indicação.
A repetição não pode apagar eventos já recebidos nem duplicar alarmes indiscriminadamente. Use identificadores internos, COT e tempo para deduplicar quando possível. Preserve logs antes de resetar, porque reinício remove a evidência do ponto exato onde a transação parou.
Comissionamento fecha a recuperação ponta a ponta
Execute GI inicial, por grupo quando suportado, durante carga e após desconexão. Conte objetos por Type ID, COT e CA. Gere eventos antes, durante e depois. Meça duração, backlog e retorno do ciclo. Inclua pontos de qualidade ruim e endereço não cadastrado.
O relatório liga solicitação, confirmação, dados, término e estado final da base. O canal é aceito quando GI recompõe fotografia sem perder a história disponível, mantém prioridades e deixa explícita qualquer lacuna que não possa recuperar.
Referências técnicas e normas
As explicações do Portal são autorais. Normas e fontes oficiais são priorizadas; materiais acadêmicos e documentação pública de fabricantes complementam a implementação e não substituem a edição normativa aplicável ao projeto.
- IEC 60870-5-104:2006+AMD1:2016 CSV — Network access for IEC 60870-5-101 — IEC. Companion standard consolidado do IEC 104; inclui o corrigendum publicado em 2023.
- IEC 60870-5-101:2003+AMD1:2015 CSV — Basic telecontrol tasks — IEC. Companion standard consolidado do IEC 101 para telecontrole serial.
- IEC 60870-5-1:1990 — Transmission frame formats — IEC. Formatos de quadro e requisitos de integridade usados pela família IEC 60870-5.
- IEC 60870-5-2:1992 — Link transmission procedures — IEC. Procedimentos de transmissão da camada de enlace, especialmente pertinentes ao IEC 101.
- IEC 60870-5-3:1992 — General structure of application data — IEC. Regras para estruturar unidades de dados de aplicação.
- IEC 60870-5-5:1995 — Basic application functions — IEC. Funções básicas de aplicação, incluindo aquisição, comandos e sincronização.
- IEC 60870-5-6:2006 — Guidelines for conformance testing — IEC. Método para ensaios de conformidade dos companion standards IEC 60870-5.
- IEC TS 60870-5-601:2015 — Conformance test cases for IEC 101 — IEC. Casos de ensaio de conformidade para implementações IEC 101.
- IEC TS 60870-5-604:2016 — Conformance test cases for IEC 104 — IEC. Casos de ensaio positivos e negativos para implementações IEC 104.
- IEC TS 60870-5-7:2025 — Security extensions for IEC 101/104 — IEC. Extensões de segurança alinhadas à série IEC 62351 para autenticação, integridade e RBAC.
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